segunda-feira, 22 de setembro de 2014

                          Uma carta para Aranha


POR WINNIE BUENO*
Oi, Aranha. Tudo bem? Primeiramente queria te confessar que não te conhecia. Embora eu goste de futebol, vá ao estádio de vez em quando, acompanhe alguns programas esportivos, eu não sabia quem você era. Não sabia até o lamentável episódio envolvendo a torcida gremista, a torcedora do Grêmio que lhe chamou de macaco e todas as repercussões que houve. Desde então, tenho acompanhado mais atentamente você e sua luta, que sempre foi a minha, a luta pela eliminação do racismo. As declarações que você deu, após a violência da qual foi vítima, foram um alento à minha alma. Foram um tapa na cara do permanente mito da democracia racial brasileira. Um retumbante e contundente chega.
 Clique aqui para terminar a leitura: Carta para Aranha

VIDEO: A menina do vestido colorido


Vejam que legal o video feito pelos alunos do 4º ano da  EMEF RUI BLOEM.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

Contando histórias - Lendas Indigenas



Todo dia, toda hora é dia de índio


Mais uma versão da lenda do Guaraná, agora contada por:   

                                                                                                                 Andressa dos Santos da Silva
                                                                                                                 Gabryela Souza da Silva
                                                                                                                 Heloysa Doria Santana Karas  
                                                                                                                Leandro Borges Gonçalves
                                                                                                          5C




quinta-feira, 31 de julho de 2014

Contando histórias - Lendas Indigenas


Todo dia, toda hora é dia de índio

A lenda do Guaraná, contada por:   

                                                                                                                 Gabriel Batista Gama
                                                                                                                 Jefferson Melo de Faria Santos
                                                                                                                 Ricardo Fernandes Paulo
                                                                                     5C



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Uma noite no Circo Discovery


por: Hevelim dos Santos - 9C  
        
Mundo do circo

No mês de maio o circo Discovery se instalou em minha rua, bairro Santa Terezinha, região de Pirituba, com o propósito de fazer espetáculos circenses. Nesse tempo, nas poucas vezes em que fui ao circo, descobri que o Discovery Circo vem de uma família tradicional de circo, passando essa cultura de geração em geração, deixando alegria em todo lugar que passa.

O dono do circo, cujo nome artístico é Sabonete, tem uma família muito batalhadora que, mesmo sofrendo ameaças de vários jovens lá no bairro, por causa da ocupação do terreno, continuou com foco e força. A associação do Movimento Sem Terra ofereceu o lugar para montar o circo, mais uma parte dos moradores não aceitou, pelo fato de lá ser um campinho, e isso acabou virando um problema, mas no fim, deu tudo certo, os moradores acabaram cedendo e por conhecerem a historia do circo e assistirem aos espetáculos, amaram.

Sabonete é pai de quatro filhos e contou como é difícil para seus filhos conseguirem se matricular e frequentar escolas. Seu filho menor de nome Luan, por exemplo, passou por nove escolas em apenas um ano, pois o circo muda muito de lugar.

O garoto comentou que muitas vezes sofreu preconceito nas escolas em que passou, não apenas de colegas, mas também de professores.

Mas como dizem por aí “o que é bom, dura pouco”, o circo teve que sair dali. Hoje eles se encontram no Morro Doce com o seu lindo propósito de espalhar alegria nos quatro cantos do Brasil.


Assista abaixo uma palhinha do espetáculo, que teve a participação do humorista Rapadura da Praça é Nossa.






Hevelim e o humorista Rapadura

sábado, 17 de maio de 2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

Educação, Arte: Transformação

Este é um depoimento deixado pelo nosso aluno em 2013, Sr. Joaquim Vieira, da Etapa Final A, sobre a importância que o retorno a escola, depois de décadas, significou para ele.

Neste texto ele fala da importância da Educação e faz uma homenagem ao Professor de Artes, Albano. Segundo o Sr. Joaquim, logo na primeira aula de Artes ele disse ao Professor Albano que, na idade dele, um homem maduro,  não precisaria mais ter aula de Artes, que aquelas aulas não seriam uteis para ele.

Mas, respeitosamente,  aceitou a proposta de trabalho do Professor, e se dedicou. Surpreendeu-se mais tarde ao descobrir-se com habilidades  e com o prazer de produzir arte.

O Sr. Joaquim é um exemplo daquilo que motiva e dá sentido a educação: a transformação.



Abaixo uma reprodução da tela O Flautista, desenhada pelo Sr, Joaquim na aula de Artes, dedicada aos professores da escola




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

OUTUBRO DE 2013 - 10 ANOS DO CEU VILA ATLÂNTICA


Cordel produzido pelos alunos da Etapas de Alfabetização e Básica do CEU EMEF Vila Atlântica em homenagem aos 10 anos do nosso CÉU.  


 
1
AMIGOS PRESTE ATENÇÃO
EM ALGO QUE VOU DIZER
VOU FALAR DE UMA REGIÃO
A QUE ESCOLHI PARA VIVER
2
É UMA REGIÃO IMPORTANTE
DA NOSSA GRANDE CIDADE
PIRITUBA É O SEU NOME
COM VILAS, JARDINS E PARQUES
3
VILA CLARICE,  SANTA TEREZINHA
VILA NOVA ESPERANÇA
JARDIM NARDINI E REGINA
MONTE ALEGRE E SANTA MONICA
4
VISTA VERDE  E SÃO DOMINGOS
PICO DO JARAGUÁ
HOJE O POVO DESSES LUGARES
TEM O QUE COMEMORAR
5
OUTUBRO DE 2013
QUE DATA MARAVILHOSA
DEZ ANOS DA IMPLANTAÇÃO DO CEU
QUE DEIXA A COMUNIDADE ORGULHOSA
6
ESTE LUGAR QUE VOU FALAR
ESTAVA ABANDONADO E ESQUECIDO
JOGAVAM  LIXO HOSPITALAR
ERA ATÉ CEMITÉRIO CLANDESTINO
7
E PARA AS PESSOAS DA REGIÃO
AS COISAS NÃO ERAM BOAS NÃO
MUITA GENTE SEM CONDIÇÃO
PEGAVA ÁGUA NO BALDÃO
8
E A NOITE QUANTA ESCURIDÃO
O MEDO INVADIA O CORAÇÃO
E AS PESSOAS INSEGURAS
QUASE NÃO SAIAM NA RUA
9
E PRA RESOLVER A SITUAÇÃO
O JEITO ERA FAZER UM GATÃO
SÓ  DESSE JEITO A COMUNIDADE
CONSEGUIA A CLARIDADE
10
O TRANSPORTE COLETIVO
ERA UMA CALAMIDADE
PARA SAIR DESSE LUGAR
TINHA QUE SAIR A PÉ PELA CIDADE
11
OS  MORADORES DAQUI
TINHAM QUE SE ORGANIZAR
SE PRECISASSE DE ALGO DE REPENTE
NÃO TINHA COMÉRCIO ONDE COMPRAR
12
E PARA SAIR NA RUA
NINGUÉM TINHA CONFIANÇA
PORQUE ANTES DO CEU
NÃO SE TINHA SEGURANÇA
13
E ENTÃO NUM BELO DIA
ALGO COMEÇOU A SER EDIFICADO
O SONHO DE VER MELHORADO
UM ESPAÇO TÃO JUDIADO
 
 
14
O LUGAR ABANDONADO
COM SORTE  ACABOU PREMIADO
COM O PROJETO DE UMA CONSTRUÇÃO
UM GRANDE ESPAÇO COMUNITÁRIO
15
CRIANÇAS BRINCAVAM NAS RUAS
PORQUE NÃO TINHAM OPÇÃO
ESTAVAM EXPOSTAS AO PERIGO
NESSA  LOCALIZAÇÃO
16
POR NÃO TER UM PARQUE
NO LUGAR DESSE LIXÃO
COM A CONSTRUÇÃO DO CEU
MODIFICOU ESSA CONDIÇÃO
17
AS CRIANÇAS SAÍRAM DAS RUAS
E PASSARAM A FREQUENTAR
UMA ESCOLA COMPLETA,
COM BOA EDUCAÇÃO E TODO MATERIAL ESCOLAR
18
COM ELA TAMBÉM CHEGOU
ESPORTE,  CULTURA E DIVERSÃO
AGORA FREQUENTAMOS O CEU
COM MUITA SATISFAÇÃO
19
AQUI NO CÉU TEM DE TUDO
BIBLIOTECA, TEATRO, CINEMA, INFORMÁTICA,
NATAÇÃO,  FUTEBOL, JUDÔ E CAPOEIRA
MÚSICA,  XADREZ E GINÁSTICA
20
AGORA TUDO POR AQUI MUDOU
A FAVELA FOI ILUMINADA
TEM CARTEIRO, TEM LIXEIRO
E ATÉ ÁGUA ENCANADA
21
ESSE BAIRRO CRESCEU TANTO
MUITA GENTE VEIO PARA CÁ
E É DE CAUSAR ESPANTO
A MELHORIA DESSE LUGAR
22
O TRANSPORTE COLETIVO
AINDA NÃO É O QUE DESEJAMOS
TEMOS DUAS  LINHAS DE ONIBUS
ITAIM BIBI E PRAÇA RAMOS
23
DEPOIS DA CONSTRUÇÃO DO CEU
MUITO MAIS COISAS MELHORARAM
ATÉ AS CASAS MAIS AFASTADAS
AGORA VALORIZARAM
24
PARO E PENSO NO TERRENO
QUE FORA UM DIA ABANDONADO
E HOJE  OLHO O MORRO AO LONGE
E VEJO O CEU, DESLUMBRADO
25
ESPERO QUE A COMUNIDADE
CONTINUE A VALORIZAR
ESTE ESPAÇO TÃO QUERIDO
QUE VEIO NOS BENEFICIAR
26
E HOJE BATEMOS PALMAS
PARA COMEMORAR
O ANIVERSÁRIO DO CÉU
VAMOS TODOS FESTEJAR

sábado, 28 de setembro de 2013

TURMA DA EJA COMBATE A POLUIÇÃO PRODUZINDO SABÃO E SABONETE ARTESANAL

As aulas das Etapas Alfabetização e Basica da EJA continuam dando o que falar.  Decididos a por a mão na massa e aprender fazendo, novamente as  turmas foram levadas pelas professoras Ladinir e Claudeth para as instalações da padaria do CEU Vila Atlântica e puseram a mão na massa produzindo sabão e sabonete artesanal.

Esta foi uma atividade dentro  do Projeto “Carta da Terra” que tem o objetivo de refletir sobre as ações do homem sobre o planeta e encontrar formas de minimizar o impacto da ação humana na natureza, enfim, pensar a sustentabilidade do planeta a partir do nosso cotidiano.

Você sabia que  uma gota de óleo pode contaminar até mil litros de água? E mesmo que esse óleo seja jogado no solo, ele pode vir a contaminar o lençol freático?  Por isso, a transformação do óleo sujo em sabão é uma excelente forma de evitar essa contaminação, além de contribuir com a economia doméstica, com a produção de sabão a baixo custo. Pode ainda incentivar uma atividade comunitária, ou seja, juntando o óleo de várias casas e produzindo assim quantidades suficientes de sabão para dividir para todos e até, quem sabe, vender o excedente.

Todo esse processo de conscientização ambiental e economia doméstica foram a matéria prima para o processo de letramento, que envolveu a leitura  de diversos textos informativos sobre o tema, leitura da receita, produção de texto sobre o trabalho realizado, cálculos matemáticos envolvendo medidas e valores e  aulas  sobre transformações químicas, além, é claro, da diversão.

Parabéns a todos.

     RECEITA BÁSICA DE SABÃO ARTESANAL

05 litros de óleo de fritura
01 litro de soda caustica
Pode colocar corantes e essências para melhorar o aroma.


 RECEITA BÁSICA DE SABONETE ARTESANAL

350 gramas de glicerina em barra
Essência com perfume, de preferência, e corante